Moda sem Gênero

Plurissex, genderless, gender-bender, agender, unissex…são todos os termos que estão sendo usados no mundo todo para definir a moda sem gênero. E esse conceito que vem ganhando força progressivamente, tem a ver com a ruptura dos estereótipos sobre as formas tradicionais de gênero. Saias para homens, ternos para mulheres e as linhas que definiam o masculino/feminino vão se apagando, uma moda que não revela para quem, exatamente e de fato, foi produzida, apenas veste igualmente ambos os sexos.

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O unissex já vem desde desde os anos de 1920 quando a estilista Coco Chanel pinçou, do guarda-roupa deles, as primeiras peças consagradamente masculinas a desfilarem pelas silhuetas femininas, como a calça pantalona e a camiseta bretão, peças inspiradas pelos uniformes da marinha francesa, além de nunca parar de olhar para o estilo prático e confortável do visual dos homens.

 

Na moda, esse movimento, já figurou marcas influentes em desfiles durante o ano passado, como Gucci, Armani, Prada e Louis Vuitton que ganhou destaque recentemente usando Jaden Smith de 17 anos, filho de Will Smith, usando roupas femininas na campanha de verão 2016 da grife.

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Outras gigantes, como a Barneys e a Selfridges, também abraçaram a ideia, além das fast fashions Zara e C&A, que criaram campanhas para a nova coleção deste ano.

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Mas será que essa tendência pega? Ainda pode levar um tempo para outras lojas adotarem esse conceito, mas é preciso ficar atento aos desejos do consumidor, que cada vez mais busca representatividade nas marcas.

 

O que vale destacar no movimento de neutralização dos gêneros é que, ao sair da esfera das artes e das passarelas para ganhar a moda, ele se aproxima das pessoas e faz crescer a noção de que todas as classificações sociais existentes foram construídas e já não dão mais conta da realidade, e para a moda, é muito positivo que ela sirva como tela em branco para, além de ser um retrato do nosso tempo, sirva como um agente de inclusão e incentivo da diversidade.

 

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